MENU

Solidariedade que não é história de pescador e salva vidas

O pescador esportivo Johnny Hoffmann foi fisgado pelo bem e empresta seu prestígio na modalidade para ajudar o Hospital do Amor de Barretos

O destino tratou de montar o cenário perfeito: o menino nascido em Lagoa Vermelha, Rio Grande do Sul, descobriria nas águas um talento que está sendo espalhado por onde passa – e também por onde a internet o permite chegar. O pescador esportivo Johnny Hoffmann foi conquistado pelo hobby ensinado pelo pai, tornando-o seu projeto de vida. Após se transformar em referência no segmento, ele deseja mais, mas não para si mesmo: deposita suas forças em ajudar quem precisa.

O ato de lançar a isca na água e aguardar, de forma paciente, o peixe se interessar não é algo ensinado em faculdade nenhuma. Johnny sabia que, se quisesse mergulhar mesmo nesse universo, transformando-o em sua fonte de renda, precisaria aprender vivenciando, praticando. “Considero que a construção da minha trajetória na pesca começou quando eu era criança. Foi um longo caminho, mas hoje o que eu desejava se tornou realidade. Há 20 anos me dedico exclusivamente e sobrevivo da pesca esportiva”, destaca. A experiência funcionou como uma formação completa, com graduação, pós-graduação, mestrado e doutorado. Os tipos de peixe e onde eles habitam são dados que estão na ponta da língua. “Por exemplo, no Paraná, no Lago de Itaipu, podemos pegar tucunaré azul e amarelo de 2,3 kg, mas, para mim, é a mesma emoção que estar na Amazônia e pescar um tucunaré açu de 12 kg, ou estar no mar e pegar um marlim de 400 kg”, opina o pescador, que, hoje, mora em Manaus, na outra ponta do país, e tem aos seus pés o Rio Amazonas, nada mais, nada menos que o maior rio do mundo em extensão e volume d’água.

Pegar um peixe é a cereja-do-bolo de um ritual repleto de cenas que ficam marcadas para os pescadores. O canto dos pássaros, a conversa jogada fora, tudo faz parte e são detalhes que ajudam a compreender o sucesso da pesca esportiva mundo afora: 700 milhões de habitantes do planeta praticam o esporte. Estranhou a palavra esporte aqui? Pois saiba que, no Brasil, a modalidade é considerada um esporte desde 2018; em outros países esse reconhecimento é mais antigo.

A pesca esportiva é uma variação da pesca recreativa, a pescaria realizada como uma atividade de lazer, sem que dela dependa a subsistência do pescador. Ou seja, é quando a pesca é por diversão. O que caracteriza a pesca esportiva e a diferencia de outros tipos de pesca recreativa são as suas convenções entre os pescadores. Nessa modalidade de pescaria, o objetivo não é comer ou vender o peixe fisgado, então a ideia é que os peixes sejam sempre devolvidos à água. Acima da alegria por segurar o troféu com escamas em mãos, vem a necessidade de preservar o meio ambiente. “Para praticar a pesca esportiva você precisa ter uma consciência mais apurada, como de conversação e preservação. Porque essa modalidade só vai acontecer se tiver uma natureza preservada, se tiver peixe”, ensina.

Boné virado

O boné é marca registrada e, quando ele vira o acessório para trás, pode saber que tem peixe grande na outra ponta do anzol. O jargão “peixe do boné virado” é a marca do pescador que, depois de passar pela TV e pelos meios impressos, criou raízes no YouTube e acumula quase meio milhão de inscritos no canal que leva seu nome. Por lá, os interessados no assunto podem acompanhar a batalha pela captura de diferentes peixes no Brasil e em outros países.

A internet tem sido uma importante ferramenta no papel que Johnny assumiu: o de levar a pesca esportiva a pessoas de todas as idades. Depois do play, o internauta é convidado a aprender sobre iscas, anzóis, carretilhas, receitas, e a entender os segredos por trás de cada linha lançada na água e a relação disso com o meio ambiente.

“Com a internet consigo impactar várias pessoas. Quem mais me assiste é a criançada. Se a gente faz essa geração crescer sabendo como isso é importante, daqui há 20,30 anos são eles quem estarão comandando. Quem sabe a gurizada que está nos assistindo, quando estiver comandando o país, goste de pescar e possa mudar as coisas para ter mais preservação e conservação”

Fisgado pelo bem

Johnny é bem simples na definição do que é sucesso para ele. “Sucesso não é ser famoso e nem ser rico. Sucesso é ser feliz”. Tendo obtido diversas conquistas e se mantendo através de patrocínios, arranjou um jeito de que uma de suas fontes de renda pudesse ser uma forma de ajudar a quem precisa, fazendo com que, assim, alcançasse o verdadeiro sucesso.  

Sucesso não é ser famoso e nem ser rico. Sucesso é ser feliz”

Ele sabe o quanto é difícil descobrir que alguém querido foi diagnosticado com câncer – sua mãe teve a doença e ele perdeu outros familiares com a enfermidade. Afetado diretamente pelo problema, escolheu a quem iria ajudar: pessoas que sofrem pelo mesmo motivo. Assim, abriu seu coração e o bolso para doar valores arrecadados para o Hospital do Amor em Barretos, antigo Hospital do Câncer. “Passei a pegar toda a renda do meu canal e reverter para o hospital. Cheguei a pensar como seria a reação das pessoas, com gente falando ‘esse cara só quer se promover’, por isso, pedi um sinal e ele veio: três adultos me abordaram pedindo para tirar foto, e um deles me contou que o sobrinho dele acompanha todas as minhas pescas, mas não poderia ir me ver porque estava no hospital fazendo tratamento de câncer”, relembra.

As vozes do desestímulo até gritam “você não vai ganhar nada com isso!”, mas Johnny não se abala e já consegue uma média de US$ 1.200 por mês, por meio das mais de 2,5 milhões de visualizações mensais – um início significativo para um ousado plano para o futuro. “Se a gente tivesse a capacidade de fazer uma corrente do bem e atingíssemos 30 milhões de inscritos. Se cada um falasse ‘eu estou junto’ e acompanhasse vendo o vídeo todo, pois eu lanço três vídeos por semana, daria 90 milhões de visualizações na semana e 360 milhões no mês. Esse é o meu objetivo: que a gente possa conseguir no final do mês US$ 200 mil, ou seja, mais de um R$ 1 milhão. Será que existe uma empresa que dá mais de R$ 1 milhão para o Hospital?”, questiona.

Para ajudar, você deve acessar o YouTube, fazer seu login e se inscrever no canal Johnny Hoffmann Oficial. “É importante assistir o vídeo sem pular comercial e após a inscrição você vai poder comentar o vídeo, se achou legal. E ainda se você puder, além de assistir, ‘dar o joinha’, o like ajuda também no engajamento do vídeo. Ative a notificação que, quando sair vídeo novo, o YouTube manda ‘olha tem vídeo novo do Johnny’. É muito importante para você que, agora sabe, passe esse recado adiante, fale para o seu amigo e ensine passo a passo, para ajudar”, convida Johnny, com a certeza de que, ao jogar a linha na água, lança também uma faísca de esperança na sociedade.

COMPARTILHE

WhatsApp
Facebook
Twitter
LinkedIn

Ficou interessado? Seja você também um protagonista!